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História de Sergipe
O nome Sergipe origina-se do tupi si´ri ü pe, que significa “rio dos siris”. Mais tarde foi adotado Cirizipe ou Cerigipe, que significa "ferrão de siri”, nome de um dos cinco caciques que se opuseram ao domínio português.
As origens do Estado de Sergipe datam de 1534, quando a divisão do Brasil em capitanias hereditárias integrou o território sergipano à Capitania da Baía de Todos os Santos. Desta época, até conseguir sua autonomia, a região passou por invasões de piratas, expulsão de índios, domínio de holandeses, retomada do governo português, até chegar à província independente.
A ausência de portugueses nas terras sergipanas incentivou a invasão de piratas franceses que contrabandeavam pau-brasil. A necessidade de colonização era urgente. Além de bloquear a ação de intrusos, a conquista das terras facilitaria a comunicação com a importante região de Pernambuco. A primeira tentativa de colonização aconteceu em 1575, com os jesuítas, que encontraram forte resistência dos índios. A conquista definitiva aconteceu em 1590, após violentos combates pela posse da terra, resultando no domínio dos índios por parte das tropas portuguesas comandadas por Cristóvão de Barros.
Por ordem da Coroa portuguesa Cristóvão de Barros fundou o Arraial de São Cristóvão, sede da capitania, à qual deu o nome de Sergipe Del Rey. Com o crescente povoamento de Sergipe, inicia-se a criação de gado e o plantio de cana-de-açúcar. O gado serviu de base para a economia, mas foi superado pela cana-de-açúcar, cultivada principalmente no Vale do Cotinguiba. O cultivo da cana trouxe os primeiros escravos da África para trabalhar na lavoura.
A presença dos holandeses no Brasil, em 1637, deixou marcas em Sergipe. Ao contrário da invasão a Pernambuco, que resultou em conseqüências positivas, em Sergipe foi só destruição. Em São Cristóvão, ocupam e incendeiam a cidade, destruindo lavouras, roubando gado, desestruturando toda a vida social e econômica da área. Somente em 1645 as terras são retomadas pelos portugueses e é reiniciado o processo de povoamento e recuperação da economia.
Em 1696 foi criada a comarca de Sergipe, separada da Capitania da Bahia. Em seguida, surgem as vilas de Itabaiana, Lagarto, Santa Luzia, Vila Nova do São Francisco e Santo Amaro das Brotas. A autonomia durou pouco, e em 1763 Sergipe foi novamente anexado à Capitania da Bahia. Mas a consciência da capacidade econômica de Sergipe, que era responsável por um terço da produção açucareira baiana, e as constantes intervenções na vida sergipana provocaram vários protestos contra a dependência. Foi então que, em 8 de julho de 1820, Sergipe volta a ser autônomo, elevado por Dom João VI à categoria de Província do Império do Brasil.
A prosperidade com a produção e exportação de açúcar leva à transferência, em 1855, da capital São Cristóvão para o povoado de Santo Antônio de Aracaju. A nova capital é uma das primeiras cidades planejadas do Brasil, com seu traçado geométrico de ruas direcionadas às margens do rio Sergipe.
O império declinava e forma-se na cidade de Laranjeiras o Partido Republicano, que em 1889 consegue eleger seus primeiros representantes para o Congresso Federal. Em 1892 é promulgada a primeira Constituição do Estado de Sergipe.
Referências Bibliográficas
Para conhecer melhor a história de Sergipe:
BARRETO, Luiz Antônio (Org.). Sergipe, 100 anos de história constitucional. Aracaju: Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe, 1992.
BEZERRA, Felte. Etnias sergipanas. Coleção Estudos Sergipanos VI. Aracaju: Governo do Estado de Sergipe, 1984.
CARVALHO NETO, Paulo de. Folclore sergipano. Aracaju: Sociedade Editorial de Sergipe, 1994.
DANTAS, Orlando Vieira. Vida Patriarcal de Sergipe. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.
FARIA, Rosa. Sergipe passo a passo pela sua História. Aracaju: s/ed., 1995.
FREIRE, Felisbelo. História de Sergipe. 2ª edição. Petrópolis: Vozes e Governo do Estado de Sergipe, 1977.
DINIZ, Diana Maria do Faro Leal (Coord.). Textos para a História de Sergipe. Aracaju: Universidade Federal de Sergipe e Banese, 1991.
WYNNE, J. Pires. História de Sergipe Vol. II (1930 – 1972). Rio de Janeiro: Ed. Pongetti, 1973.
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Aspectos geográficos e econômicos
| Capital |
Aracaju |
| Localização |
Região Nordeste |
| Área |
22.050,30 km² - Fonte:IBGE |
| Nº de Municípios |
75 |
| População Total |
1.784.475 habitantes |
População Urbana |
1.273.226 habitantes |
População Rural |
511.249 habitantes |
Densidade Demográfica |
81,44 hab/km² |
Habitante |
Sergipano |
Limites |
Norte: Alagoas
Sul e Oeste: Bahia
Leste: Oceano Atlântico |
Extensão da Costa |
173 km |
Relevo |
Planície Costeira e Planalto Nordestino |
Clima |
Tropical semi-árido e caatinga, com temperatura média em torno de 24o |
Vegetação |
Floresta tropical e caatinga |
Rios Principais |
São Francisco, Sergipe, Vaza-Barris, Japaratuba, Real e Piauí |
Principais Cidades |
Aracaju, Lagarto, Itabaiana, Estância, Propriá |
Atrações Turísticas |
Aracaju, São Cristóvão, Laranjeiras, Estância, Canindé do São Francisco |
Atividades Econômicas |
Pecuária (bovinos), agricultura (laranja, coco, cana-de-açúcar), agroindústria, extração de petróleo, turismo |
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Hino de Sergipe
O Hino de Sergipe é o nosso mais antigo símbolo em uso e foi oficializado pela Assembléia Provincial em 5 de julho de 1836. A letra é do poeta e professor Manoel Joaquim de Oliveira Campos e a música é do Frei José de Santa Cecília. O seu título é “Alegrai-vos Sergipanos” e seus versos lembram a Independência do Brasil e o envolvimento de Sergipe naquele fato histórico.
Letra: Manoel Joaquim de O. Campos
Música: Frei José de Santa Cecília
Alegrai-vos, sergipanos,
Eis que surge a mais bela aurora
Do áureo jucundo dia
Que a Sergipe honra e decora.
O dia brilhante
Que vimos raiar,
Com cânticos doces
Vamos festejar.
A bem de seus filhos todos,
Quis o Brasil se lembrar
De o seu imenso terreno
Em províncias separar.
O dia brilhante, etc.
Isto se fez, mas, contudo
Tão cômodo não ficou,
Como por más conseqüências
Depois se verificou.
O dia brilhante, etc.
Cansado da dependência
Com a província maior,
Sergipe ardente procura
Um bem mais consolador.
O dia brilhante, etc.
Alça a voz que o trono sobe,
Que ao Soberano excitou;
E curvo o trono a seus votos,
Independente ficou.
O dia brilhante, etc.
Eis, patrícios sergipanos,
Nossa dita singular,
Com doces e alegres cantos
Nós devemos festejar.
O dia brilhante, etc.
Mandemos porém ao longe
Essa espécie de rancor
Que inda hoje alguém conserva
Aos da província maior.
O dia brilhante, etc.
A união mais constante
Nos deverá consagrar,
Sustentando a liberdade
De que queremos gozar.
O dia brilhante, etc.
Se vier danosa intriga
Nossos lares habitar,
Desfeitos aos nossos gostos
Tudo em flor há de murchar.
O dia brilhante, etc.
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Selo e Bandeira de Sergipe
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